sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Essa fé, essa força, esse canto - Mês de outubro

"A fé do homem nordestino
Que busca um destino
Um pedaço de chão..."


Vitória - Espirito Santo, 12 de outubro de 2011

Se tem uma coisa que é sagrada para mim é minha fé. E a manifestação dela é algo que eu prezo bastante. E esse ano como em todos os outros, eu pude participar de uma manifestação de fé que muito gosto: A Romaria Com Maria. É comum ver nessa romaria, realizada pelas ruas de São Pedro, meu querido bairro, a presença de jovens, adultos e crianças. Alias a participação é grande. Porém o que mais me comoveu bastante esse ano foi a  presença do idosos. Lembro-me perfeitamente que em muitas ruas cá estavam eles em frente suas casas, muitos até triste por não poder acompanhar a caminhada, mas felizes pela oportunidade de saudar a mãe e de vivenciar sua fé naqueles míseros instantes.

Sou suspeita a falar, porque tenho uma paixão louca por pessoas idosas. A cada ruga e cabelo branco fico imaginando as situações vividas até chegar até os dias atuais. E naquela caminhada em especial, admirei cada detalhes daqueles lindos velhinhos. A devoção é algo único, mas ao mesmo tempo que foi cultivado pela tradição da fé. Muitos dos idosos que puderam acompanhar a procissão levavam consigo seus filhos, netos e bisnetos. Eram famílias inteiras que acompanhado de seus genitores enfeitavam e alegravam nossa procissão.

A inspiração para educar, cuidar e trazer consigo seus descendentes? Lá se fazia presente, era MARIA a quem nossos velhos/ velhas sábios/ sábias lá estavam a saudar....

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O conhecimento dignifica e humaniza o homem!

"Educação Sentimental, eu li um anúncio no jornal. 
Ninguém vai resistir se eu usar os meus poderes para o mal..."


Vitória - Espirito Santo, 30 de setembro de 2011


Buenas queridos! Não tenho o costume de escrever mia de uma vez na mesma semana, entretanto esse mês merece minha atenção. è com emoção que digo que gostaria de conhecer pessoalmente um ser que admiro bastante.


Lembro-me da primeira vez que fomos apresentados. è claro que foi uma apresentação de mão unica. Eu e milhares de brasileiros/as conhecemos e o admiramos, Aliás, não só brazucas, mas também latinoamericanos. Creio que ele soube da nossa existencia, porém como números... talvez alguns rostos. Enfim nossa história entrelaçou lá na faculdade, mas já faz um bocado de tempo.


Estava no segundo peirodo e cursava uma disciplina do terceiro a tarde. O professor se cahama Elton e sempre mostrou-se pra mim um tanto desafiador. Existia entre nós uma amizade extra-classe que me rendeu muitos aprendizados (um dia compartilho sobre isso).


O Elton me apresentou através de um seminário. Na realidade ele me desafiou a saber tudo sobre essa pessoa.. Nessa época, apesar de minha desenvoltura e inclinação, aind atinha duvidas se seria professora ou não.


Entrei de cabeça no projeto com meu trio. Fiquei de pesquisar sobre um autor e os meus colegas sobre o outro. Pra começar quando chegeui na biblioteca tinha "n" livros pra ler. Pra escolher foi uma luta, visto que meu prazo era pouco e eu tinha outras disciplina pra cumprir. Alguns fui pelo titulo, outros por curiosidade. Contudo optei por ler a biografia de quase 500 páginas.


Foi um tanto desafiador absorver toda aquela informação. A cada palavra um novo sentimento, um novo conhecimento. Juro que chegou um tempo em que me sentia bem intima. Comungamos de muitas posturas, idéias.


Lições como despojamento, solidariedade, persistencia, envolvimento, entrega me forma ensinados. Meu olhar para a responsabilidade com a educação se aprimorou. A vontade de compromete-se com a educação surgiu e a critica para com o sistema atenuou.


Tenho um pensamento que foi reforçado durante esse contato:
A vida, a dignidade e o dinheiro podem me retirar, contudo o conhecimento é algo exclusivo, que me torna único e pode transformar tudo que esta ao meu redor. Isso ninguém me tira.


Enfim essa educação libertadora e transformadora é que eu quero levar pro toda a vida. Além é claro de coloca-la em prática. Pena que nessa terra não poderemos nos conhecer mais. Mas creio que na Terra onde corre leite e mel, no Santuario dos Mártires, no paraíso da justiça nos encontraremos. Assim poderei dizer: Prazer Paulo Freire, me chamo Ana Paula.




Paulinha

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

" Se é pra ir pra luta eu vou..." - Mês de Setembro

Vitória, Espirito Santo 27 de setembro de 2011

Essas ultimas semanas recebi algumas opiniões e alguns questinamentos sobre minha postura diante desta sociedade caótica. Claro que isso tudo me fez pensar. Foram vários questionamentos sobre perder minha juventude, os momentos, os amigos, a família, a saúde e tudo mais. Esse repensar só me fez reafirmar meu compromisso feito com Aquele que é o autor da vida. Meu compromisso é mais que social, é algo espiritual e místico. Só quem vive é que sabe e entende.

Mas quero partilhar um caso que vivi hoje. Estavamos eu e minha querida amiga Silvani na Sesport resolvendo os problemas referentes as Conferencias Regionais e Territoriais. Caramba quanto problema, quanta confusão e estresse. E meio a esse caos todos é claro que rolou muitas risadas, partilhas e conversas. Conhecemos também uma menina que é secretária do sub-secretário da Sesport (embolação com a palavra secretária neh!?! risos).

Claro que mais da metade da minha conversa com a Silvani era sobre politica, direitos e juventude. É a nossa conversa favorita. Lá pelas tantas esse menina vira pra gente e faz um montão de perguntas: o que era as PPJ´s, em que trabalhavamos, se ganhavamos pra fazer aquilo, o porque das conferencias, se só as manisfestações bastavam.... enfim "n" coisas.

Nossa na hora me deu vontade de virar o olho como eu sempre faço quando alguém faz alguma colocação maluca. A Sil sabe muito bem do que eu to falando...  Claro que tentamos ser as mais gentis possiveis, mas era notorio como nos incomodava uma jovem tão bonita e aparentemente inteligente nos perguntar coisas tão simples. Comecei a imaginar que milhares de jovens assim como ela não sabia nada de nada. Que não sabem de sua força contagiante, seu poder transformador e o gosto do empossamento do seu protagonismo! Isso me inquetou de certa forma e fez com que eu reafirmasse ali meu compromisso.

Passado esse susto inicial a conversa continuou de maneira até interessante. Quando penso que não ela me solta mais uma: "Porque vocês mexem com esse negocio de ONG, de movimento social, de conferência se isso num dá dinheiro?" (Detalhe tanto eu quanto a Sil estamos disponiveis no mercado de trabalho... kkkk) 

Caraca eu já ouvi essa frase antes, porém com outras palavras e de outras pessoas. Entretanto mais uma vez quase tive um troço. Tentei explicar-la, porém pra mim militar por dignidade, por efetivação de direitos, por um mundo mais justo e mais fraterno não tem preço. Sem contar que essa concepção das pessoas que tudo tem que envolver dinheiro é um pensamento capitalista e individualista do qual eu não comungo. Contudo é o senso comum.

Esse fato me fez lembrar de uma música do Zé Vicente muito cantada em nossos encontros pastorais.  Ela traduz de fato esse sentimento, essa força, esse encanto.

Grito dos Excluídos

O Que Vale É O Amor - Zé Vicente

Se é pra ir a luta, eu vou
Se é pra tá presente, eu tô
Pois na vida da gente o que vale é o amor

É que a gente junto vai

Reacender estrelas vai
Replantar nosso sonho em cada coração
Enquanto não chegar o dia
Enquanto persiste a agonia
A gente ensaia o baião
Lauê, lauê, lauê, lauê

É que a gente junto vai

Reabrindo caminhos vai
Alargando a avenida pra festa geral
Enquanto não chega a vitória
A gente refaz a história
Pro que há de ser afinal
Lauê, lauê, lauê, lauê

É que a gente junto vai

Vai pra rua de novo, vai
Levantar a bandeira do sonho maior
Enquanto eles mandam, não importa
A gente vai abrindo a porta
Quem vai rir depois, ri melhor
Lauê, lauê, lauê, lauê

E é isso. Essa força, esse encanto, essa história de encontros e desencontros, lutas e sonhos se faz assim. Se faz atraves da percepção constante de que acreditar é viavel, lutar se faz necessário e sonhar é possivél! Viva a utopia de acreditar num mundo mais justo, "pois na vida da gente o que vale é o amor!"

Paulinha

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Comemorar o dia do estudante? - Mês de Agosto

Vitória ES, 12 de Agosto de 2011 


A maior parte da minha vida fui aluna. Não a pior aluna nem a melhor, aquilo que chamamos de mediana. Cheguei a ter um tempo que estudei bastante. Mas sempre fui aquela que estudava de ultima hora, nas vesperas das provas. Ocupava meu tempo com leituras de romances, jornais e revistas. Os livros paradidáticos sempre fizeram parte da minha trajetória.


O fato é que  mesmo eu já ter passado pela fase de aluna "rebelde" eu não consigo entender onde nos professores erramos.


Muito do que os alunos fazem na sala de aula eu já fiz: conversar durante a aula, jogar baralho, ler revistas e livros, fazer exercicios de outras disciplinas. Entretanto esse descaso e desinteresse por todas as disciplinas somado a agressividade é algo que nunca tive.


É verdade que algumas materias são bem chatas, mas vejo que no inicio do ano os professores estão bem estimulados e animados e procuram realizar aulas mais dinamicas. Os projetos que as escolas promovem geralmente no meio do ano  também tem esse papel. Contudo nada parecer dar muito resultado. No final das contas alunos fingem que estudam e professores que ensinam.


Alias eles até ensinam, porém para um grupo seleto na sala que sempre se interessa. Os quais são comumente chamados de "bons alunos", "os nerds".


Esse cenário é bem acentuado tipico nas escolas publicas. Pode até ser que eu esteja sendo generalista, mas minha indignação retrata apenas o que vejo todos os dias na sala de aula.




E ai surge a pergunta: O que fazer? Desejo tanto que o Brasil seja mais justo e solidário e sei perfeitamente que isso so se dará através da educação. Amo dar aula e o fato de poder ajudar outras pessoas a ter conhecimento e a ter visão mais critica das coisas, me estimula e me anima a não desistir.


Claro que num primeiro momento fiz toda uma analize rasa apenas olhando o comportamento dos alunos em sala e a resposta dos professores para tal. Entretanto não podemos deixar de lado toda a conjutura social que esses atores se encontram.


A começar pela estrutura fisica das escolas. Quantas delas não tem um aparato minimo pra dar um qualidade e conforto a funcionários e alunos. Sem contar a estrutura curricular que sabemos perfeitamente não atender as demandas vindas das escolas. Essa estrutura esta longe dar um formação integral pros jovens.


Professores sem plano de carreira, piso salarial, incentivo e capacitação. A formação que recebem está longe de atender a realidade vivida dentro da sala: Uma juventude cada vez mais diversa, que quer se encontrar, carente de informação, carinho e atenção.


É muita coisa junto. E pra completar as outras formas que podem ajudar a complementar a educação formal como lazer, cultura e informação através da midia são defasados.


É claro que sempre há saida, sempre hpa forma alternativas, mas é um processo de remar contra a maré. É necessário um pacto de comprometimento de acima de tudo honrar o juramento de levar o ensino a todos aqueles que precisam. É mais do que vender trabalho. E dar tudo, todo o conhecimento e atenção, aquele que nunca tiveram nada.


E é isso que pretendo fazer pra deixar minha contribuição pra sociedade!




Paulinha

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dia do Amigo - Mês de Julho

Vitória, ES Vitória 18 de julho de 2011
Meus amigos são tudo e mais um pouco pra mim. Eu particularmente não sei o que eu seria sem eles. As vezes me pego pensando o porque eu me afastei de alguns deles, me da até um medinho de me afastar de outros também visto que eu não me vejo sem eles. Demorei pra entender que tudo é um questão de processo e que tomar rumos diferentes é natural pra que se haja crescimento na vida de cada um. Bem mas pra expressar bem isso que eu to falando só mesmo com um texto de Vinicius de Moraes que eu amo muito!


AMIGOS
(Vinícius de Moraes)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.


Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.


A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor.


Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.


E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!


Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.


A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. É delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.


E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí.


E me envergonho, porque essa minha prece é em síntese, dirigida ao meu bem estar.


Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.


Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.


Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer.


Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que não desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!


A gente não faz amigos, reconhece-os.


Com o meu carinho!

Vinicius de Moraes


Paulinha 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Complexo da Idade - Mês de Junho

Vitória, ES 22 de junho de 2011


Hoje acordei com torpedos no meu celular. Dia de abraços, beijos, comprimentos... Mas minha cabeça ta em outra vibe: mais um ano passou e o que eu fiz de produtivo do ano passado pra esse ano?


Sabe me lembrei de dez anos atras. Como naquela epoca eu imaginava que eu estaria hoje. Beeeem diferente. Quando eu tinha 14 anos eu pensava quem em 10 anos eu estaria independente, morando sozinha... ixi um cenário bem diferente. Tá certo que de tudo não está ruim, mas fiquei meio frustada por não está onde planejei.

Deparei-me com a mesma menina de 10 anos atras: sonhadora, batalhadora e persistente. Porém o que foi que aconteceu de errado?

Olho em volta e vejo que tudo está no lugar. Tudo mesmo. Pelo caminho, nenhuma estravagança, nenhuma loucura. Ou seja, o dever de casa foi feito. Mas então porque será que não estou onde planejei está.

Bem diz a palavra de Deus: "Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu." Eclesiástico 3,1 

Com essa iluminação biblica meu coração se aquietou e  começei ame lembrar de tudo que vive nesses ultimos 10 anos: as amizades inesperadas, a perdas previstas e imprevistas, as experiências adquiridas... Tanta coisa que a vida me proporcionou que eu seria mal agradecida em está triste pelo simples fato de não está aonde eu planejei.


Posso não está onde planejei, mais um coisa é certa: Estou onde devia está!



Paulinha

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Maio já está no final... - Mês de Maio

Vitória, 29 de Maio de 2011


Maio - Kid Abelha



Maio
já está no final
O que somos nós afinal
se já não nos vemos mais
Estamos longe demais
longe demais


Maio
já está no final
É hora de se mover
prá viver mil vezes mais
Esqueça os meses
esqueça os seus finais
esqueça os finais


Eu preciso de alguém
sem o qual eu passe mal
sem o qual eu não seja ninguém
eu preciso de alguém


Eu sempre ouvia essa musica no mês de maio... Ele me traz recordações maravilhosas. Me faz lembrar da minha adolescencia. Época que eu ouvia muito Pop Rock. 

Diz eu que era rebelde...kkkk Pensava em maneiras de mil maneiras de mudar o mundo. Só não sabia como...


Hoje continuo pensando em mil maneiras de mudar o mundo, só já sei por onde começar...


Paulinha

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Gesto de Gentileza - Mês de Abril

Vitória, 29 de Abril de 2011


Então amigos como vão vocês? Muitas portas e janelas abertas neste mês de Abril? Eu tenho algumas lembranças, mas de um dia em especial que mexeu muito comigo.


Lembro-me perfeitamente daquele dia 3 de abril. Manhã acizentada em Vitória. O sol tava meio timido e eu meio desanimada quando acordei. Aquele domingo eu acordei bem cedo. Tinha prova de concurso do TJ e iria faze-la no IFES-Vitória. Após a prova eu iria pra Ponta Formosa pro Seminário de Doutrina Social que tava rolando nesse fim de semana.


Fiz a prova sem muito entusiasmo. Esperava mais de mim mesma naquela prova. Digamos que me decepcionei comigo. Mas faz parte das pelejas da vida. Caminhei até o ponto destraida onde encontrei com uma senhora que também fez o concurso que danou a puxar conversar comigo.


Claro que eu educadamente dei a atenção necessária a ela e respondi um "é" sem muito entusiamo. Assim que o primeiro onibus passou eu tratei de dar sinal e perguntar o motorista se passava no local.
Repeti esse procedimento mas umas três vezes, visto que a resposta dos motorista era sempre não. E a mulher se foi e eu novamente fiquei calada no ponto.


Na minha quinta tentativa eis que um motorista bem simpático me respondeu sim e eu adentrei o onibus. Disse bom dia a cobradora ( saudação que me é de costume fazer quando entro no onibus) e assim sentei em meu lugar seguindo tranquila para o seminário.


Sei que em um determinado ponto da Av vitória o onibus pára para um cadeirante subir. Eu estava em uma cadeira perto da porta pela qual ele iria subir. Pude observar tudo bem de perto. O motorista desceu do onibus e ajudou o senhor a entrar enquanto a cobradora arrumava um lugar pra por o guarda chuva dele.




Meus olhos se encheram d´agua e meu coração transbordou de alegria. Eles trataram o homem tão bem de uma maneira que lhes era agradável a fazer aquele serviço - diferente do que eu estou acustumada da ver motorista e cobradores sempre de mal humor pra ajudar algum cadeirante ou até mesmo senhores/senhoras de idade.


Outra coisa que me emocionou muito, além da bondade do motorista e da cobradora, era a alegria e felicidade daquele senhor. Lembro-me perfeitamente de suas feições: era moreno, meio barigudo, um sorriso contagiante, usava bermuda, boné e meia no pé. Estava sem camisa, carregava uma sacolinha e seu guarda chuva estilo cutuca marido.


Durante a viagem dele (que foi bem curta) a cobradora sempre perguntava se ele estava bem acomodado ou se o cinto de segurança lhe apertava. Contei foram três pontos. E eu chorei descompassadamente. O onibus estava pouco habitado mas quando me dei conta que tinha pessoas dentro senti vergonha do meu choro.


O senhor saltou do ponto agradeceu pela gentilesa e eu segui minha viagem. Saltei do ponto ainda com olhos vermelhos e tentando me recompor das emoções e sentimentos que nem reparei na Nathy parando o carro perto de mim pra me dar carona pra subir a ladeira.


Compartilhei com ela o ocorrido. Disse que naquele dia minhas forças se revigoraram e minha vontade de lutar mutiplicado. Era gratificante ver que não estavamos sozinhos, que ainda existiam que era possivel ummundo melhor, de pessoas que podiam se tratar de maneira humanizada e sem interesses. Dinheiro nunca vai comprar momentos como este!

Paulinha

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Psicologia do Abraço - Mês de Março

Hoje estou disposta a colocar tudo em dia!

Vitória, ES 20 de Março 2011

Olá tudo bem? Eu estou super otima.

Estou ainda impactada por um fato que aconteceu esse mês comigo. Já fez algum gesto simples gesto que mudou sua vida? Então eu sim: um abraço. 

Dizem que o abraço é uma linguagem universal que demostra seu estado de humor. Ele é mais sincero que as palavras e em alguns casos você pode ver a alma da pessoa por um simples abraço.

A emoção de abraçar ou de ser abraçada por alguém que queremos é inexplicavel. Talvez algum dia os cientistas possam nos explicar o porque de tantas vibrações corporais e nos dê um nome para tal. 

Bem comigo não foi diferente. Foi um impacto esplendoroso. Até hj eu não sei bem explicar. Eu fiquei super abobada com tudo. Foi como se os anos não tivesse passado, se as magoas não tivesse ocorrido e se a distancia não existisse mais.

Bem tenho um amigo que guardo com muito carinhoem meu coração. Fez parte de um capitulo especial em minha vida. E apesar de ele morar no Sul do ES, tinha mais ou menos uns 9 anos que não nos viamos. 

Ficamos um tempo sem contato e depois de tantos encontros e desencontros a internet (a inimiga da distancia) nos aproximou proporcionando cultivar nossa amizade.


Sei que nessas idas e vindas ele veio ao aeroporto de vix para uma viagem a trabalho a São Paulo. O tão esperado encontro aconteceu. Foram apenas 15 minutos. 

Falamos rapidamente da vida, das perspectivas e coisas que estavam proximas a acontecer em nossa vidas. Teve coisas que nem precisavam ser ditas, pois nossos corações puderem dizer e ouvir. Foi um dia bem feliz.

Guardo bem na minha memoria todo o contexto daquele dia: Dia nublado, uma montão de coisa pra fazer e um animo a mais por poder rever um belo amigo. Saudades ainda ficam, porém na certeza de umnovo reencontro. Poucos minutos de prosa, olhares, abraço e sorrisos. Mas que valeram para alimentar uma amizade que vai perpertuar por mais alguns longos anos...

Paulinha

terça-feira, 28 de junho de 2011

Tempo de Alegria - Mês de Fevereiro

Olá amigos tudo bem?

Nossa estou me sentindo muito chateada  com o fato de ter ficado mais de um mês sem escrever cartas. Mas enfim cá estou eu pra por a coisa em dia. Vamos as tão esperadas cartas. A de fevereiro:

Vitrória, ES 25 de fevereiro de 2011

Olá pessoa tudo bem?

Comigo está super otimo. Tenhos muitas novidades para contar e compartilhar.

O que tenho pra contar tem muito a ver com uma musica da época de criança. E da Xuxu (eu também gostava da Rainha dos Baixinhos, como qualquer crianças normal): "Rio de Janeiro fevereiro carnaval o ano inteiro terra do Sol e do Mar!" Fevereiro é sempre um mês bem animado por conta do carnaval. Esse ano porém ele caiu em Março. Mas minha alegria se fez assim mesmo.

Eu imaginei que esse dia nunca chegaria. Fico me lembrando de quando eu era mais nova, e vivia sonhando com meu futuro e com o que eu seria quando crescesse. Lembro-me que a primeira profissão que eu quis foi ser professora. Acho que minha professora da 1° serie teve influência direta nisso. Recordo-me da paciência que ela tinha comigo e com os meus colegas.  Quase no fim do meu Ensino Fundamental já estava na duvida. Pensei em ser um historiadora ou bióloga. Também por influencia de uma professora que me fez despertar pro mundo e pros fatos da historia. Nessa época meu querido avô me disse que eu deveria sere doutora: Dr Ana Paula. Seu sonho era me ver formada.

No Ensino Médio tudo foi clareando e no fim acabei optando por um curso que me abria as possibilidades: Ciências Biologicas. Eu sempre fui apaixonada por esse mundo que Deus fez para nós e com o fato de poder ajudar as pessoas a percebe-lo. A entender que elas fazem parte dele, e ao destrui-lo, estão destruindo a si próprio.

Depois de indas e vindas, tentativas e desanimos, acabei entrado em uma particular. Meus pais se matavam para pagar mensalidade. Foram quase 5 anos de muitas coisas: colegas que trocavam de curso, outros abandonavam, outros pelo meio do caminho, e tantas outras coisas. Ás vezes as coisas aconteciam e eu pensava: "Meu Deus onde eu fui parar!" É verdade que a faculdade abre sua mente pra minhas coisas e um leque de oportunidade lhe é aberto. Porém eu recordo de uma fala do Waltinho: "A ignorancia ás vezes é a melhor coisa do mundo"! E muitas vezes quis ser ignorante.

O fato é que quando você sabe das coisas você faz parte do processo e se sente muito incomodada com o que se passa ao seu redor e tentar contribuir pra transformar essa realidade. E eu fui me transformando (penso que pra melhor).

Neste mês foi como se todo esse processo tivesse concluido uma etapa. Eu me formei. Eu nem acreditava nisso Ta certo que não foi da maneira que eu esperava. Gostaria de ter formado em Bacharel também, não apenas em Licenciatura, mas nada é tão perfeito assim.

O fato que fiquei muito feliz na colação quando vi todos aqueles que eu amava na platéia. Os que não puderam comparecer, me ligaram, me mandaram email, me abraçaram e de alguma forma senti que era como se eles também estivessem ali. E estavam, junto em meu coração. O discurso do Rodrigo Lemes também foi bem emocionante, me lembrei da primeira vez que vi aquele homem dar aula. Queria ser (ainda quero) igual a ele quando eu crescer. Rs

Os outros dias também forão bem emocionantes e alegres. No culto foi mais emoção e choradeira. Quando eu fiz o agradecimento a Deus eu me lembrei de o quanto ele é bom pra mim. Como ele me proporcionou coisas das quais eu nunca me esquecerei. Acredito que ele deva ter sentido um orgulho de mim por eu estar passando aquele momento tão especial. Eu e senti muito realidade por ver que meus pais estavão orgulhosos. Era como se eles pensassem: "Uma etapa cumprida!"

O baile foi maravilhoso. Nunca participei de uma festa daquela. Penso que muitos casos ainda teremos pra contar daquela festa. A repercussão foi muito boa. Lembro-me de quando entrei no salão toda cheia de si. To achando engraçado agora. Foi bacana festejar com alguns amigos toda emoção que eu estava sentindo.

O legal foi que no mesmo fim de semana em que estava acontecendo o baile, estava acontecendo a Ampliada Estadual da PJ em minha paroquial. Foi um loucura, mas isso me fez sentir mais feliz ainda. #Quemmeentende?

O fato é que mesmo que eu não tivesse participado de nenhum evento solene da formatura eu estaria feliz do mesmo jeito. Sinto-ne realizada por cumprir mais uma etapa na minha vida. Minha historia não será mais a mesma depois de tantas experiencias vividas. Tenho agora mais desafios pela frente, mas como esse eu já venci sinto-me mais motivada a continuar. Agora sei que os sonhos são realizaveis desde que tenhamos coragem, ousadia e perserverança pra lutar e vencer! 

Paulinha

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cativar

Olá, boa tarde!!!

Hoje depois de tanto tempo resolvi dar uma "geral" em meu email. Po tinha quase trezentos emails sem ler, isso é muitos emails antigos. Imaginei quanta coisa boa eu deixei de ver em meio a tanto trabalho e demandas pra resolver. Alguns eu confesso que eu exclui sem ler, porém outros fui abrindo pra ver do que se tratavam. Cara cada coisa interessante e legal. Pricipalmente os PPT´s. Cada mensagem bacana. Bacana mesmo.

Sei que nesse meio tempo fui reparando em mesangens de algumas pessoas. Puxa como eu troco bastante em email com algumas pessoas especificas. Reparei em um amigo que tinha dias que trocamos até 6 mensagens de assuntos diferentes. Cada copilação de mensagem com respostas e replicas que iam de 2 até 12!

Fui abrindo algumas mensagens antigas, relendo, rindo lembrando. Cada assunto que saiu por email, desde coisas banais até assuntos pessoais ou até mesmo assunto sérios. Fiquei rindo sozinha na biblioteca da faculdade. Percebi a evolução da 1° email trocado até os últimos. As formalidades de um primeiro email, as "meias palavras", a intimidade crescendo com o tempo. Depois de um tempo estavamos falando da vida, não apenas mais de demandas, encaminhamentos práticos, e percebi que nos ultimos dias há pelo menos um email por dia trocado com essa pessoa. Ou seja, é impossivel deixar de ter algum contato ou uma noticia. De pensar que em um passado não muito distante essa  (e tantas outras)  não existiam no meu email nem na minha vida.

Agora penso o que une as pessoas de tal maneira que elas não conseguem deixar de ligar umas pras outras, de mandar torpedos, emails, tweet e tantas outras maneiras de comunicação mesmo que não se vejam todos os dias, mesmo que não se conheçam a muito tempo, mesmo que não tenham o mesmo círculo de amigos ou até mesmo nem terem tantas coisas em comum?

Então essa resposta veio em um dos emails nunca lido antes que hoje pude ler: Cativar!!!

Não é pela beleza, nem pelo dinheiro, nem pela presença física. Existe algo mágico e até mesmo sobrenatural que faz com que cativemos as pessoas.

Que faz com que nosso coração se alegre quando recebemos noticias e se aperte de saudade quando não mais podemos ver, tocar ou abraçar.

Que faz termos a necessidade de ouvir uma opinião, de partilhar ideias, de ver o brilho nos olhos, de pessoas que conhecemos a menos de um mês, por exemplo.

Que faz com que batessemos papo como se conhecessemos por um eternidade.

Que faz sair longas conversar ao telefone, encontros de apenas alguns minutos   (eu já fiz isso pra ver amigos), muitas risadas, enrascadas, apoio moral e tantas outras loucuras que fazemos pra estarmos do lado daqueles que amamos.

E isso tudo não é simplesmente por um parente ou por um namorado(a), são por pessoas: Homens, mulheres, crianças que não tem nenhum laço sanguineo, sexual ou financeiro conosco.

É pelo simples prazer de estar com eles. Porque fomos cativados e o encanto então aconteceu!

Como explicar: Não sei. Prefiro acreditar que seja a saída que Deus nos deu pra enchegarmos o outro como um ser divino capaz de nos "enfeitiçar" de tal maneira que todas as diferenças são apenas um mero detalhe para uma convivencia mais fraterna no mundo.

Beijos, Cheiros, Amassos e Amassos!

Paulinha

terça-feira, 3 de maio de 2011

Viver a Vida

Olá, tudo bem?


Bem comigo vai ótimo! Acabei de ter um dia super cansativo, mas vou deixar essa narrativa pra um pouco mais tarde. Garanto que vão ter reflexões otimas. Mas agora queria compartilhar como eu tenho aprendido a destravar um pouco e a "Viver a Vida". Acho que como tempo a gente vai mecanizando as coisas, as ações e deixar de agir e pensar com a pureza que pensavamos. Quando somos crianças e adolescentes somos mais impulsivos, sinceros e verdadeiros. Não que sejamos falsos na idade adulta é que apenas deixamos de ser um pouco autênticos pela lida da vida. Pelas convenções da sociedade, pelo medo da mágoa alheia. Mas tem dias que num tem como, a gente acaba não aguentando sustentar esta casca e sem entrega sem medo a vida. Mas porque estou falando isso? Não vivi nenhum "Viver a Vida" expressivo hoje não é que estava mexendo no meu orkut, que por sinal anda meio abandonado depois que twitter ebtrou no meu reduto, e vi uma foto antiga. Vou postar a baixo. Ela é uma pequena demonstração de espontaneidade...



Então é isso amigos vou dormir porque amanhã (hoje) tenho muitas coisas pra fazer e se sobrar um tempinho pretendo "Viver a Vida" também!

Paulinha

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Carta do Mês

Amigos, olá tudo bem?


Então vou lançar uma nova Sessão: Cartas do Mês.


Cada Mês eu vou escrever um texto específico, sobre um assunto. Vou postar algumas cartas antigas deste ano (mês de Janeiro, Fevereiro, Março e Abril). Ainda vou pedir licença aos destinários e até mesmo resgatar algumas cartas que não tenho cópias. Prometo essa semana ainda tentar posta as cartas antigas e a do mês de Maio mais ou menos pro final do mês.

Já vou adiantanto que a do Mês de Janeiro é grande, porém faz memória das promessas que fazemos na virada do ano e da minha retomada as cartas.

Fevereiro tem o titulo: Tempo de Alegria!


Março tem o titulo: Psicologia do Abraço


Abril tem o título:  Gesto de Gentileza

Estou pensando em mesmo escrevendo as cartas aqui, vou tentar escrever algumas a mãos e continuar amandando pra algumas pessoas, pelo menos só pra ter a sensação de ir até o correio e fazer todo aquele ritual. Vou enviar as cartas do mês pra alguns amigos.


Bem é isso amigos.


Um beijo grande do fundo do coração


Paulinha

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cartas Esperam Resposta

Me lembrei agora que com esse lance de blog, você num fica muito frustado caso não te respondam. É claro que todo mundo gosta de comentários, mas mesmo que eles não acontecem você não deixa de escrever por isso. Eu particularmente me lembro que um dos principais motivos que me fizeram desanimar nas cartas foram que muitas não tiveram resposta. O pior que eram respostas importantes, que realmente importavam pra mim. Hoje tenho duas conclusões quanto a isso: 1 - que o fato de não receber resposta já significa que tem um resposta intecional; 2 -  que ás vezes as pessoas não entendiam o quanto era importante pra mim ter essas respostas e o quanto eles eram importantes pra mim.
Tem uma música do roupa nova que expressa bem isso...

Até a proxima carta....
Cartas - Roupa Nova 
Composição: Cleberson Horsth - Nando
Cartas
Não olham nos olhos
Foi bem mais fácil escrever
Dentro
De cada palavra
Vai um pouquinho do meu coração
Um verso de amor
Não conhece a timidez
Nem treme na presença de quem ama
Um verso de amor
Vai tomar o meu lugar
Quem sabe ele me ajuda a confessar
Você vai ler
Que tudo em mim
Pede o fim do silêncio
Esperar
Já não é o bastante
E vai saber
Que o meu amor
É maior que tudo
E está escrito
Que é seu pra sempre
Dentro de cada palavra
Eu me desenho inteiro pra você
Um verso de amor
Não conhece a timidez
Nem treme na presença de quem ama
Um verso de amor
Vai tomar o meu lugar
Quem sabe ele me ajuda a confessar

Você vai ler....


Cartas

Esperam resposta


Apresentação

Quando eu era adolescente adorava escrever. Ainda gosto, mas naquela época eu tinha um compromisso maior em expressar meus sentimentos e pensamentos atraves das palavras. Semrpe enviava cartas aos amigos, parentes, conhecidos. Era um exercicios que me fazia bem pra alma. Com o tempo isso se perdeu. No fim do ano passado fiz uma promessa que deveria retomar a está pratica que tanto me fez bem. Mas não consegui cumpri-la em sua totalidade, sendo que apenas escrevi uma carta, que foi no mês de janeiro. Depois de frenquentar vários blogs e conversas com uns amigos decidi poderia resolver minha necessidade de escrever e minha falta de tempo de ir ao correio... rsrsrs Mas além disso tem outras vantagens, todos meus amigos podem ver minhas palavras em apenas um envelope.

Bem vindos as palavras da minh alma.