Vitória ES, 12 de Agosto de 2011
A maior parte da minha vida fui aluna. Não a pior aluna nem a melhor, aquilo que chamamos de mediana. Cheguei a ter um tempo que estudei bastante. Mas sempre fui aquela que estudava de ultima hora, nas vesperas das provas. Ocupava meu tempo com leituras de romances, jornais e revistas. Os livros paradidáticos sempre fizeram parte da minha trajetória.
O fato é que mesmo eu já ter passado pela fase de aluna "rebelde" eu não consigo entender onde nos professores erramos.
Muito do que os alunos fazem na sala de aula eu já fiz: conversar durante a aula, jogar baralho, ler revistas e livros, fazer exercicios de outras disciplinas. Entretanto esse descaso e desinteresse por todas as disciplinas somado a agressividade é algo que nunca tive.
É verdade que algumas materias são bem chatas, mas vejo que no inicio do ano os professores estão bem estimulados e animados e procuram realizar aulas mais dinamicas. Os projetos que as escolas promovem geralmente no meio do ano também tem esse papel. Contudo nada parecer dar muito resultado. No final das contas alunos fingem que estudam e professores que ensinam.
Alias eles até ensinam, porém para um grupo seleto na sala que sempre se interessa. Os quais são comumente chamados de "bons alunos", "os nerds".
Esse cenário é bem acentuado tipico nas escolas publicas. Pode até ser que eu esteja sendo generalista, mas minha indignação retrata apenas o que vejo todos os dias na sala de aula.
E ai surge a pergunta: O que fazer? Desejo tanto que o Brasil seja mais justo e solidário e sei perfeitamente que isso so se dará através da educação. Amo dar aula e o fato de poder ajudar outras pessoas a ter conhecimento e a ter visão mais critica das coisas, me estimula e me anima a não desistir.
Claro que num primeiro momento fiz toda uma analize rasa apenas olhando o comportamento dos alunos em sala e a resposta dos professores para tal. Entretanto não podemos deixar de lado toda a conjutura social que esses atores se encontram.
A começar pela estrutura fisica das escolas. Quantas delas não tem um aparato minimo pra dar um qualidade e conforto a funcionários e alunos. Sem contar a estrutura curricular que sabemos perfeitamente não atender as demandas vindas das escolas. Essa estrutura esta longe dar um formação integral pros jovens.
Professores sem plano de carreira, piso salarial, incentivo e capacitação. A formação que recebem está longe de atender a realidade vivida dentro da sala: Uma juventude cada vez mais diversa, que quer se encontrar, carente de informação, carinho e atenção.
É muita coisa junto. E pra completar as outras formas que podem ajudar a complementar a educação formal como lazer, cultura e informação através da midia são defasados.
É claro que sempre há saida, sempre hpa forma alternativas, mas é um processo de remar contra a maré. É necessário um pacto de comprometimento de acima de tudo honrar o juramento de levar o ensino a todos aqueles que precisam. É mais do que vender trabalho. E dar tudo, todo o conhecimento e atenção, aquele que nunca tiveram nada.
E é isso que pretendo fazer pra deixar minha contribuição pra sociedade!
Paulinha
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