sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O conhecimento dignifica e humaniza o homem!

"Educação Sentimental, eu li um anúncio no jornal. 
Ninguém vai resistir se eu usar os meus poderes para o mal..."


Vitória - Espirito Santo, 30 de setembro de 2011


Buenas queridos! Não tenho o costume de escrever mia de uma vez na mesma semana, entretanto esse mês merece minha atenção. è com emoção que digo que gostaria de conhecer pessoalmente um ser que admiro bastante.


Lembro-me da primeira vez que fomos apresentados. è claro que foi uma apresentação de mão unica. Eu e milhares de brasileiros/as conhecemos e o admiramos, Aliás, não só brazucas, mas também latinoamericanos. Creio que ele soube da nossa existencia, porém como números... talvez alguns rostos. Enfim nossa história entrelaçou lá na faculdade, mas já faz um bocado de tempo.


Estava no segundo peirodo e cursava uma disciplina do terceiro a tarde. O professor se cahama Elton e sempre mostrou-se pra mim um tanto desafiador. Existia entre nós uma amizade extra-classe que me rendeu muitos aprendizados (um dia compartilho sobre isso).


O Elton me apresentou através de um seminário. Na realidade ele me desafiou a saber tudo sobre essa pessoa.. Nessa época, apesar de minha desenvoltura e inclinação, aind atinha duvidas se seria professora ou não.


Entrei de cabeça no projeto com meu trio. Fiquei de pesquisar sobre um autor e os meus colegas sobre o outro. Pra começar quando chegeui na biblioteca tinha "n" livros pra ler. Pra escolher foi uma luta, visto que meu prazo era pouco e eu tinha outras disciplina pra cumprir. Alguns fui pelo titulo, outros por curiosidade. Contudo optei por ler a biografia de quase 500 páginas.


Foi um tanto desafiador absorver toda aquela informação. A cada palavra um novo sentimento, um novo conhecimento. Juro que chegou um tempo em que me sentia bem intima. Comungamos de muitas posturas, idéias.


Lições como despojamento, solidariedade, persistencia, envolvimento, entrega me forma ensinados. Meu olhar para a responsabilidade com a educação se aprimorou. A vontade de compromete-se com a educação surgiu e a critica para com o sistema atenuou.


Tenho um pensamento que foi reforçado durante esse contato:
A vida, a dignidade e o dinheiro podem me retirar, contudo o conhecimento é algo exclusivo, que me torna único e pode transformar tudo que esta ao meu redor. Isso ninguém me tira.


Enfim essa educação libertadora e transformadora é que eu quero levar pro toda a vida. Além é claro de coloca-la em prática. Pena que nessa terra não poderemos nos conhecer mais. Mas creio que na Terra onde corre leite e mel, no Santuario dos Mártires, no paraíso da justiça nos encontraremos. Assim poderei dizer: Prazer Paulo Freire, me chamo Ana Paula.




Paulinha

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

" Se é pra ir pra luta eu vou..." - Mês de Setembro

Vitória, Espirito Santo 27 de setembro de 2011

Essas ultimas semanas recebi algumas opiniões e alguns questinamentos sobre minha postura diante desta sociedade caótica. Claro que isso tudo me fez pensar. Foram vários questionamentos sobre perder minha juventude, os momentos, os amigos, a família, a saúde e tudo mais. Esse repensar só me fez reafirmar meu compromisso feito com Aquele que é o autor da vida. Meu compromisso é mais que social, é algo espiritual e místico. Só quem vive é que sabe e entende.

Mas quero partilhar um caso que vivi hoje. Estavamos eu e minha querida amiga Silvani na Sesport resolvendo os problemas referentes as Conferencias Regionais e Territoriais. Caramba quanto problema, quanta confusão e estresse. E meio a esse caos todos é claro que rolou muitas risadas, partilhas e conversas. Conhecemos também uma menina que é secretária do sub-secretário da Sesport (embolação com a palavra secretária neh!?! risos).

Claro que mais da metade da minha conversa com a Silvani era sobre politica, direitos e juventude. É a nossa conversa favorita. Lá pelas tantas esse menina vira pra gente e faz um montão de perguntas: o que era as PPJ´s, em que trabalhavamos, se ganhavamos pra fazer aquilo, o porque das conferencias, se só as manisfestações bastavam.... enfim "n" coisas.

Nossa na hora me deu vontade de virar o olho como eu sempre faço quando alguém faz alguma colocação maluca. A Sil sabe muito bem do que eu to falando...  Claro que tentamos ser as mais gentis possiveis, mas era notorio como nos incomodava uma jovem tão bonita e aparentemente inteligente nos perguntar coisas tão simples. Comecei a imaginar que milhares de jovens assim como ela não sabia nada de nada. Que não sabem de sua força contagiante, seu poder transformador e o gosto do empossamento do seu protagonismo! Isso me inquetou de certa forma e fez com que eu reafirmasse ali meu compromisso.

Passado esse susto inicial a conversa continuou de maneira até interessante. Quando penso que não ela me solta mais uma: "Porque vocês mexem com esse negocio de ONG, de movimento social, de conferência se isso num dá dinheiro?" (Detalhe tanto eu quanto a Sil estamos disponiveis no mercado de trabalho... kkkk) 

Caraca eu já ouvi essa frase antes, porém com outras palavras e de outras pessoas. Entretanto mais uma vez quase tive um troço. Tentei explicar-la, porém pra mim militar por dignidade, por efetivação de direitos, por um mundo mais justo e mais fraterno não tem preço. Sem contar que essa concepção das pessoas que tudo tem que envolver dinheiro é um pensamento capitalista e individualista do qual eu não comungo. Contudo é o senso comum.

Esse fato me fez lembrar de uma música do Zé Vicente muito cantada em nossos encontros pastorais.  Ela traduz de fato esse sentimento, essa força, esse encanto.

Grito dos Excluídos

O Que Vale É O Amor - Zé Vicente

Se é pra ir a luta, eu vou
Se é pra tá presente, eu tô
Pois na vida da gente o que vale é o amor

É que a gente junto vai

Reacender estrelas vai
Replantar nosso sonho em cada coração
Enquanto não chegar o dia
Enquanto persiste a agonia
A gente ensaia o baião
Lauê, lauê, lauê, lauê

É que a gente junto vai

Reabrindo caminhos vai
Alargando a avenida pra festa geral
Enquanto não chega a vitória
A gente refaz a história
Pro que há de ser afinal
Lauê, lauê, lauê, lauê

É que a gente junto vai

Vai pra rua de novo, vai
Levantar a bandeira do sonho maior
Enquanto eles mandam, não importa
A gente vai abrindo a porta
Quem vai rir depois, ri melhor
Lauê, lauê, lauê, lauê

E é isso. Essa força, esse encanto, essa história de encontros e desencontros, lutas e sonhos se faz assim. Se faz atraves da percepção constante de que acreditar é viavel, lutar se faz necessário e sonhar é possivél! Viva a utopia de acreditar num mundo mais justo, "pois na vida da gente o que vale é o amor!"

Paulinha

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Comemorar o dia do estudante? - Mês de Agosto

Vitória ES, 12 de Agosto de 2011 


A maior parte da minha vida fui aluna. Não a pior aluna nem a melhor, aquilo que chamamos de mediana. Cheguei a ter um tempo que estudei bastante. Mas sempre fui aquela que estudava de ultima hora, nas vesperas das provas. Ocupava meu tempo com leituras de romances, jornais e revistas. Os livros paradidáticos sempre fizeram parte da minha trajetória.


O fato é que  mesmo eu já ter passado pela fase de aluna "rebelde" eu não consigo entender onde nos professores erramos.


Muito do que os alunos fazem na sala de aula eu já fiz: conversar durante a aula, jogar baralho, ler revistas e livros, fazer exercicios de outras disciplinas. Entretanto esse descaso e desinteresse por todas as disciplinas somado a agressividade é algo que nunca tive.


É verdade que algumas materias são bem chatas, mas vejo que no inicio do ano os professores estão bem estimulados e animados e procuram realizar aulas mais dinamicas. Os projetos que as escolas promovem geralmente no meio do ano  também tem esse papel. Contudo nada parecer dar muito resultado. No final das contas alunos fingem que estudam e professores que ensinam.


Alias eles até ensinam, porém para um grupo seleto na sala que sempre se interessa. Os quais são comumente chamados de "bons alunos", "os nerds".


Esse cenário é bem acentuado tipico nas escolas publicas. Pode até ser que eu esteja sendo generalista, mas minha indignação retrata apenas o que vejo todos os dias na sala de aula.




E ai surge a pergunta: O que fazer? Desejo tanto que o Brasil seja mais justo e solidário e sei perfeitamente que isso so se dará através da educação. Amo dar aula e o fato de poder ajudar outras pessoas a ter conhecimento e a ter visão mais critica das coisas, me estimula e me anima a não desistir.


Claro que num primeiro momento fiz toda uma analize rasa apenas olhando o comportamento dos alunos em sala e a resposta dos professores para tal. Entretanto não podemos deixar de lado toda a conjutura social que esses atores se encontram.


A começar pela estrutura fisica das escolas. Quantas delas não tem um aparato minimo pra dar um qualidade e conforto a funcionários e alunos. Sem contar a estrutura curricular que sabemos perfeitamente não atender as demandas vindas das escolas. Essa estrutura esta longe dar um formação integral pros jovens.


Professores sem plano de carreira, piso salarial, incentivo e capacitação. A formação que recebem está longe de atender a realidade vivida dentro da sala: Uma juventude cada vez mais diversa, que quer se encontrar, carente de informação, carinho e atenção.


É muita coisa junto. E pra completar as outras formas que podem ajudar a complementar a educação formal como lazer, cultura e informação através da midia são defasados.


É claro que sempre há saida, sempre hpa forma alternativas, mas é um processo de remar contra a maré. É necessário um pacto de comprometimento de acima de tudo honrar o juramento de levar o ensino a todos aqueles que precisam. É mais do que vender trabalho. E dar tudo, todo o conhecimento e atenção, aquele que nunca tiveram nada.


E é isso que pretendo fazer pra deixar minha contribuição pra sociedade!




Paulinha